Sandy & Junior na minha história, e a importância do documentário na relação entre artista e fã



Foi em 2003 que eu comprei o primeiro álbum de Sandy e Junior por livre e espontânea vontade, mas lembro perfeitamente de ouvi-los desde o Era Uma Vez... por conta de minha irmã. Depois disso, acompanhei a carreira da dupla de longe, e sem ter a oportunidade de ir em um show por ser de uma cidade do interior de Santa Catarina, e viajar para isso, para os meus pais, não havia nenhuma possibilidade - lembro de um show que fizeram e que a minha vizinha, Cristina, foi levar a filha, e como eu queria ter ido.

O tempo passou e eu cresci. Na separação, não senti o impacto por não entender a dimensão do que era Sandy e Junior, já que curtia as músicas mas nunca me tornei AQUELE FÃ. E então veio a carreira solo de Sandy, e o sentimento que estava adormecido, voltou com tudo, e eu me identifiquei ainda mais com aquele trabalho - e agora com a internet e mais velho, me interessei ainda mais pelo que ela também havia feito no passado. 

Sandy e Junior era algo surreal para mim, e eu sempre comentei que a Sandy que eu via naqueles vídeos parecia ser uma outra pessoa, e não aquela do qual eu estava mais familiarizado. E quando veio a notícia da Turnê Nossa História, uma parte de mim que achou que jamais iria assistir um show de Sandy e Junior, gritou tão alto que foi impossível não me emocionar. Era a realização de um sonho até então impossível. E foi um momento inesquecível.

Agora, assistindo ao documentário A História, lançada exclusivamente no Globoplay, eu entendo perfeitamente o carinho que eu criei por esses dois artistas. Assim como as pessoas que são próximas dos artistas costumam falar, nós fãs também sentimos o quanto eles são reais - mesmo a mídia tentando provar o contrário. 

O documentário é importante para ouvir o outro lado e entender o que rolava nos bastidores - e que a gente imaginava saber apenas pelas manchetes sensacionalistas de revistas de fofoca, e entender um pouco mais como tudo isso contribuiu para Sandy e Junior serem o que são hoje. 

Sandy, sempre como a eterna virgem e matérias relacionadas para sua intimidade, enquanto Junior tinha que lidar com questões sobre a sua sexualidade, além de ser taxado como a sombra da própria irmã. E é no quarto episódio que a gente entende o quanto a carreira precoce que tiveram poderia ter dado muito errado se não fosse a família, e todo o suporte que tiveram. Notícias que, para mim, eram inéditas, como a mídia alegando que Junior tentou suicídio por Sandy estar pensando em acabar com a dupla, mostram o quanto a fama que muitos dizem ser o lado negativo de ser artista, é real.

Vindo de um fã mais jovem que o grande público de Sandy e Junior, viver isso é surreal e toda vez que descubro algo novo, me vem mais orgulho ao entender o quanto esses dois artistas merecem tudo o que construíram. Se um dia o Junior foi visto como a sombra da irmã, a comemoração dos 30 anos vieram para mostrar que são talentos diferentes, mas que juntos se completam. Junior, sem dúvidas, foi o grande destaque na turnê que percorreu o Brasil no ano que passou, e Sandy mostrou ser uma das melhores cantoras do país. Juntos eles viram o quanto são amados e idolatrados por seu público, e que apesar de tantos pontos negativos que essa grande história trouxe, eles jamais saíram do caminho do bem e deixaram de serem os artistas que sempre foram - autênticos. 

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