Na Resenha com Pedro | Leonardo Brício

Iniciando a sua trajetória nos anos 80 no Teatro Tablado, o ator Leonardo Brício hoje carrega uma carreira brilhante. Em seu currículo consta inúmeras novelas e minisséries de sucesso, além das produções teatrais. Amante da natureza, o ator afirma ali encontrar a sua religião. Conversei com o Leonardo, que também nos contou como foi voltar à TV após alguns anos afastado, na série Arcanjo Renegado

Deixo aqui o meu agradecimento a atenção e disponibilidade que o Leonardo teve comigo.


Pedro Lima: Com mais de 30 anos de carreira, hoje você tem uma belíssima trajetória artística. Mas como a arte entrou em sua vida?

Leonardo Brício: Comecei fazendo teatro amador no condomínio que morava na Barra da Tijuca aos 15 anos, quando entrei na faculdade, escolhi fazer desenho industrial na Escola de Belas Artes na UFRJ, que abandonei no sétimo período e entrei no teatro O Tablado para fazer aula e lá fiquei. Até hoje sou Tabladiano, no fim do ano passado fiz um infantil lá novamente “O Boi e o Burro no Caminho de Belém”, pois nunca perdi o vínculo com ele, pois além de aluno, fui professor também durante quatro anos.

Leonardo e a família Sardinha em Da Cor do Pecado (2004)/ 📷 Gianne Carvalho

PL: Grandes nomes da televisão dividiram a cena com você desde O Guarani (1991), na extinta Rede Manchete, em Éramos Seis (1994) no SBT, nas memoráveis Anjo Mau (1997), Da Cor do Pecado (2004) na Globo e em Chamas da Vida (2008), na RecordTV. O que carrega desses colegas? Tem algum que ficou lisonjeado em trabalhar?

LB: Sim, trabalhei com grandes atores e atrizes. E talvez carregue um pouquinho de cada um, pois sempre fui grande observador e me dedicava a observá-los muito bem. Posso listar o (Antônio) Fagundes, que duas vezes fui filho na ficção, Cássia Kiss, Cleyde Yácones que trabalhei no teatro e na tv, a maravilhosa Laura Cardoso. Foram tantos. Vi Rubens Correia, Cláudio Correia e Castro, Fernanda Montenegro, enfim tantos e tantos. 

Leonardo na novela Éramos Seis (1994)/ 📷 Reprodução Internet

PL: Ao longo de sua carreira você já interpretou índio, bom vivant, lutador, pescador, bombeiro e até rei. Tem algum papel que teria interesse em interpretar?

LB: Sempre terá, sem preferência ente o bom ou mal, entre vilão ou mocinho.

PL: Qual papel foi o mais desafiador a ser interpretado? Porquê?

LB: Talvez Rei Davi por ter tido o desafio de fazer desde os 28 anos (fase que assumia o papel) até a morte do personagem bem velhinho.

Leonardo em cena no espetáculo O boi e o burro no caminho de Belém/ 📷 Reprodução Instagram

PL: Após alguns anos afastado da dramaturgia, você deu vida ao coronel Gabriel na série Arcanjo Renegado, como foi dar vida a este personagem? Ele estará na segunda temporada?

LB: Eu estive esse tempo afastado da tv, mas continuei fazendo teatro com O Mondé, uma cia que faço parte. Tive um tempo de preparação para o coronel Gabriel, com instruções sobre ações do Bope com integrantes dele. Na segunda temporada o Gabriel vem com tudo mostrando realmente quem ele é.

PL: O que tem a dizer sobre artistas se posicionarem diante dos últimos acontecimentos no país?

LB: Acho normal e sempre foi assim, acabamos sendo formadores de opinião, eu só não gosto de debater sobre isso nas minhas redes sociais. Tenho preguiça de briga e isso acontece muito pois é um lugar onde todo mundo se vê no direito de opinar e discutir.

📷 Reprodução Instagram

PL: Em algumas entrevistas, você se considera ser uma pessoa zen, que curte estar ao lado da natureza. O que ela te proporciona?

LB: A Natureza para mim tem haver com Deus, é praticamente minha religião.

Leonardo nos bastidores da série Arcanjo Renegado (2020)/ 📷 Reprodução Instagram


PL: Quais projetos tem pela frente?

LB: Quando voltarmos terei a segunda temporada da série para filmar e um projeto de teatro para ser feito ainda esse ano em plataformas online que será dirigido pelo Rodrigo Pandolfo.



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