Entro na reta final da minha maratona particular de Escrito nas Estrelas, novela de Elizabeth Jhin, e, sendo essa a quarta novela que assisto da autora, afirmo que é uma das melhores. Mesmo tendo problemas como as outras — como o ritmo da trama central, que é devagar, e núcleos paralelos bem parecidos com outras tramas da autora —, nesse caso funciona melhor, até porque a novela foi a primeira dela com foco no espiritismo, se não contarmos Eterna Magia.
Atualmente, no capítulo 108, a trama central começa a se desenrolar de vez, com Ricardo se questionando se é realmente a reencarnação de Cassiano, e Vitória, de Valentina. Daniel segue em negação ao ouvir do pai que não é seu filho e sente raiva diante da possibilidade de uma relação entre a amada e seu pai. As cenas do passado começam a aparecer com mais frequência e impressionam. Ainda assim, faltando pouco para o final, sinto falta de resoluções. Gilmar continua aprontando, e nem um fio de dúvida surge em Ricardo ou em qualquer outro personagem.
Os núcleos paralelos não me impressionam tanto, mas destaco aqui Mariana, de Carol Castro, que surpreende, como em todas as novelas a que assisti. A atriz sempre se destaca, mesmo quando a personagem não tem tanto espaço, o que não é o caso aqui. Seu romance com Marcelo é bem interessante, e uma das responsáveis por isso é Judite, personagem em que Carolina Kasting rouba a cena com uma vilã insuportável, que usa os filhos para tentar prender o marido. A atriz me causa repulsa só de abrir a boca. Ponto para ela.
Outros destaques são a dupla Beatriz e Sofia. Na época, Débora Falabella interpretava sua primeira vilã, e, apesar do título, as duas não passam de dondocas metidas a espertas, mas acabam sendo passadas para trás por Gilmar desde o início. As duas rendem cenas hilárias.
Para finalizar, digo que Escrito nas Estrelas é uma boa novela para quem curte o estilo da autora. Destaco, além dos já citados, Suzana Faini, Jandira Martini, Walderez de Barros, Antonio Calloni, Jayme Matarazzo e Gisele Fróes.

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