Luísa Sonza foi uma das artistas que mais se posicionaram politicamente neste primeiro turno. E talvez seja justamente por isso que a decisão de impedir que ela faça manifestações políticas até o fim das eleições de 2026 cause tanto incômodo.
Não porque artistas devam estar acima da lei. Não devem. Se existe uma determinação da Justiça Eleitoral, ela precisa ser cumprida.
A questão é outra: por que a regra parece ganhar tanta força justamente quando se trata de Luísa Sonza?
Luísa sempre foi uma artista que recebeu ataques por se posicionar. Foi chamada de tudo, criticada, perseguida nas redes e colocada no centro de discussões políticas simplesmente por não esconder aquilo em que acredita. Ainda assim, continuou falando.
Enquanto outros artistas fizeram manifestações políticas em palcos, eventos e redes sociais sem provocar a mesma repercussão, Luísa se tornou novamente um dos principais alvos.
E é impossível não questionar esse cenário.
A liberdade de expressão não pode ser conveniente. A regra não pode ser aplicada conforme o artista, o partido ou o lado político envolvido.
Luísa pode até ser impedida de fazer manifestações políticas por uma decisão judicial. Mas isso não apaga o fato de que, neste primeiro turno, ela esteve entre as artistas que mais colocaram a própria voz em jogo.
E talvez seja exatamente isso que incomode tanto: ela não ficou em silêncio.

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