Vitória Strada encontrou um espaço improvável para voltar a chamar atenção do público. Em A Boa, a Má e o Marido Gigolô, primeira novela vertical do Tele Tele, a atriz mostra mais uma vez o carisma e a presença que a transformaram em um dos rostos mais populares da dramaturgia brasileira nos últimos anos.
Mesmo em um formato diferente das novelas tradicionais, pensado para o consumo rápido e na vertical, Vitória consegue fazer o que sempre fez bem: prender o olhar do público. Seu desempenho acaba levantando uma pergunta que muita gente já fez desde sua saída das produções inéditas da Globo: por que ela não teve outra grande oportunidade na dramaturgia da emissora?
Ao longo da última década, a atriz acumulou protagonistas, conquistou fãs e demonstrou versatilidade em diferentes gêneros. Ainda assim, sua trajetória recente acabou tomando caminhos diferentes, passando por realities, participações e projetos fora do horário nobre.
Ver Vitória Strada liderando uma produção como A Boa, a Má e o Marido Gigolô reforça a sensação de que existe ali uma atriz que ainda tem muito a oferecer. E talvez seja justamente esse o maior mérito da novela vertical: lembrar ao público que talento não desaparece quando as oportunidades diminuem.
Em um momento em que as plataformas buscam novos formatos e novas linguagens, Vitória mostra que continua pronta para protagonizar histórias. A dúvida que permanece é se a televisão tradicional ainda está pronta para dar a ela o espaço que muitos acreditam que ela merece.
📸 Reprodução/Camila Guerreiro
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